não há passo
que não conforme
o seu golpe
e aponte
o caminho de
sua passagem
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Reclames
Aponte certo
o desejo:
-Não ceda!
Que seja
sede,
fome ou
vontade de
fuder.
Aponte-o certo,
bem firme,
para o centro
de você.
o desejo:
-Não ceda!
Que seja
sede,
fome ou
vontade de
fuder.
Aponte-o certo,
bem firme,
para o centro
de você.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Acerola Amarela (para Bernardinho)
acelera
acerola
amarela
que o tempo
não espera
acelera
sem demora
já é hora
de vermelha
acerola
acerola
amarela
que o tempo
não espera
acelera
sem demora
já é hora
de vermelha
acerola
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Céu-abismo
Dentro do gratuito
gravemente inútil
sibilar das coisas
compor um céu
vira-lo ao avesso
e novamente tê-lo
imensamente
abismo
gravemente inútil
sibilar das coisas
compor um céu
vira-lo ao avesso
e novamente tê-lo
imensamente
abismo
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Porto não há em que meu coração pouse.
Só o pautado branco
Diante do qual ergo um monumento.
Palavras, como pombos, vêm tocar a superfície lisa
E manchá-la com a pecha do engano.
Palavras não sabem encontrar saída,
Apenas escavam, escrutinam,
Sibilando a boca seca
O ritual inútil.
No escuro, procuramos a nossa face fugidia
INDEFINIDAMENTE
Só o pautado branco
Diante do qual ergo um monumento.
Palavras, como pombos, vêm tocar a superfície lisa
E manchá-la com a pecha do engano.
Palavras não sabem encontrar saída,
Apenas escavam, escrutinam,
Sibilando a boca seca
O ritual inútil.
No escuro, procuramos a nossa face fugidia
INDEFINIDAMENTE
terça-feira, 29 de julho de 2008
Um Verso
Um verso meu
Avesso ao Sol
Um verso só
Só um, inverso.
Um verso sem
Ter mais ninguém
Um verso-nó
Um verso-pó
Um verso.
Um verso assim
Goteja e, ao fim,
Me resto só.
Sem verso.
Avesso ao Sol
Um verso só
Só um, inverso.
Um verso sem
Ter mais ninguém
Um verso-nó
Um verso-pó
Um verso.
Um verso assim
Goteja e, ao fim,
Me resto só.
Sem verso.
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